“O Homem Duplicado" explora a crise de identidade, o narcisismo e
a monotonia da vida moderna através de um homem, Tertuliano Máximo Afonso
(livro) , que descobre um sósia exato de si mesmo. A obra utiliza essa cópia
para questionar a individualidade, o livre-arbítrio e o "bom senso".
Tertuliano Máximo Afonso é um
professor de História, solitário, apático e emocionalmente distante da vida.
Sua rotina muda quando, por sugestão de um colega, assiste a um filme banal e
percebe que um dos atores secundários é fisicamente idêntico a ele, nos mínimos
detalhes.
Inicialmente, Tertuliano tenta
ignorar a descoberta, mas a ideia do duplo passa a dominá-lo. Ele aluga outros
filmes do mesmo estúdio até confirmar que o ator existe de fato. Após uma
investigação obsessiva, descobre o nome verdadeiro do homem: António Claro, que
no cinema usa o pseudônimo Daniel Santa-Clara.
O contato entre os dois acontece com tensão e desconfiança. António Claro reage de forma mais dominante, exigindo estabelecer quem nasceu primeiro, pois acredita que o “original” tem mais direitos do que a cópia. A revelação de que António nasceu antes cria uma hierarquia perturbadora entre eles.


